Posts Tagged ‘Música’

Nine Inch Nails — “Ghosts I-IV”

Tuesday, March 11th, 2008

Este é o último álbum dos Nine Inch Nails, altamente recomendado.

O que têm de tão especial? É composto por 36 faixas de puro instrumental, está sob licença Creative Commons By-NC-SA (ou seja, é livre para distribuir e reutilizar de forma não comercial, com os devidos créditos e partilha pela licença), está portanto disponível para download em ficheiros sem protecções DRM, em vários formatos (sempre de elevada qualidade), incluindo FLAC: Audio comprimido, tal como MP3, mas sem perda de qualidade.

NIN - Ghosts I-IV

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Sandra Nasic - The Name Of My Baby

Tuesday, August 28th, 2007

Já anda pela Internet o videoclip de estreia da Sandra Nasic a solo.
Está disponível para download no site oficial (em Alemão), ou para visualização no YouTube e no MySpace oficial. Neste último também se pode encontrar alguns excertos de duas novas músicas.

O primeiro single deste novo algum deverá sair já em Setembro, e o álbum já durante este Outono.

A minha opinião acerca deste “The Name Of My Baby” até é favorável, apesar de estar ligeiramente diferente do que se tinha nos Guano Apes. Para ser sincero, até estou a gostar. :)

Guano Apes - Quietly

Sunday, July 23rd, 2006

Este video é simplesmente espetacular. São os Guano Apes, em Quietly.

Cumprimentos

Hard Rock Hallelujah

Sunday, May 21st, 2006

Estes foram os vencedores do Eurovision Song Contest (Festival Eurovisão da Canção) 2006, realizado na Grécia.
O nome do grupo é Lordi, são da Filnândia e interpretam a canção “Hard Rock Hallelujah“.
É, no meu ponto de vista (tal como no de muitas outras pessoas) uma grande revolução no Festival Eurovisão da Canção.

A participação Portuguesa, nem referencia merece…
Nem o senhor Eládio Clímaco com os seus comentários, que se podem perceber neste video…

Como O Macaco Gosta De Banana

Sunday, March 19th, 2006

Boas!

Vasculhei o blog antigo e encontrei um post engraçado :P
Transcrevi um excerto do livro “O Homem que mordeu o cão - A revolução”, de Nuno Markl. Vem a propósito da música de José Cid, “Como O Macaco Gosta De Banana”.
Divirtam-se ;)

Vamos então analisar o que está aqui em causa - e não é preciso centrarmo-nos em muitos outros versos da canção. Só no refrão temos muito que analisar criteriosamente. Analisemos os primeiros versos:

Como o macaco gosta de banana,
Eu gosto de ti

Uma frase apenas, e no entanto já algo de tão estranho se passa aqui. Exactamente, como é que o macaco gosta de banana? O macaco gosta de banana no sentido de gostar de a ingerir, de se alimentar com essa fruta. O macaco não sente amor pela banana. O macaco não quer acasalar com a banana. Os resultados disso, em termos de descendência, deveriam ser desastrosos. Teríamos seres estranhos com casca por fora e pelo por dentro chamados… banacos. Ou… macanas. Arrepiante.
Ora, partindo do princípio que esta é uma canção de amor, que sentido fará, afinal, dizer «como o macaco gosta de banana, eu gosto de ti»? Isto faria sentido se, na verdade, o interprete quisesse descascar a mulher amada e comê-la, - mesmo no sentido canibal - começando pela cabeça e indo por aí a baixo. Ou então às rodelas, com queijo, uma vez que há quem goste de comer banana com queijo. Portanto, os versos «Como o macaco gosta de banana eu gosto de ti» parecem-me fazer pouco sentido.
Imediatamente a seguir surgem os versos:

Escondi um cacho debaixo da cama
E comi, comi

Ora isto é grave. Portanto, já percebemos, pelo primeiro verso, que o intérprete se refere à mulher amada como sendo a bana e ele o macaco. Certo? Creio que estamos todos de acordo neste ponto. A partir do momento em que ele diz «escondi um cacho debaixo de cama e comi, comi», o que é que está a dizer? Se uma mulher é uma banana, um cacho são várias mulheres. Várias mulheres que este homem escondeu debaixo da cama e foi comendo. Ora uma vez que já tínhamos chegado à conclusão de que esta letra só faz sentido se estivermos a falar de canibalismo, temos que, no fundo, esta canção é sobre um assassino em série. Que foi raptando mulheres, que as foi mantendo debaixo da cama e que as foi comendo.
Vamos em frente, até aos versos seguintes, que dizem:

Minha macaca gira e bacana,
O teu focinho é que não me engana

Mau. Então afinal, ela é a banana ou é uma macaca? Assim não vamos a lado nenhum. Mas, vamos supor que esta é mesmo uma canção romântica: é impressão minha ou chamar «macaca» à mulher de quem se gosta não é propriamente a coisa mais romântica do mundo? Aqui na música, a coisa até parece que funciona, porque o tom é muito animado. Mas vamos por isto em prática na vida real.
Vamos imaginar, miúdas, que vocês estão com o vosso namorado, ou marido, ou amante, e que ele vos sussurra ao ouvido «Aah, macaca…» Com franqueza. Onde é que um homem pensa chegar ao usar, numa declaração de amor, a palavra «macaca»? Pior ainda se, à palavra «macaca», ele juntar, como acontece nesta canção, a palavra «focinho». Isto é coisa que se diga à mulher amada? «Oh, macaca, que belo focinho.» Não é muito romântico.
Vamos em frente. Os versos que se segue dizem:

Pois se a macaca gosta de banana
Tu gostas de mim

Quer dizer, aqui a coisa entrou o descontrolo total e completo. Portanto, em definitivo, ela passou a ser a macaca e ele a banana. Por outro lado, entramos aqui no reino do deboche, em que a palavra banana, uma vez que surge agora associada a um homem, parece-me que ganha todo um novo e malicioso significado. E isto choca-me. Choca-me por isto: vamos imaginar um concerto de José Cid. Num momento, temo-lo a cantar, suave e meigo, «amar como Jesus amou, sorrir como Jesus sorriu»; no outro, põe-se a falar de macacas que gostam de bananas?
Finalmente, ele termina o refrão cantando o seguinte:

Como o macaco gosta de banana
Eu gosto de tiiiiiiiiiiiiii

Mau. Assim ninguém se entende. Afinal de contas, em que ficamos? Quem faz de macaco? Quem faz de banana? Valerá a pena a trabalheira que dá levar este fetiche para a frente?
Sinceramente, parece-me que não. No que toca a esta visão dos macacos e das bananas, José Cid afigura-se demasiado avançado e intelectual para o meu gosto.

Cumps!


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